sexta-feira, 15 de maio de 2009
Jorge Jesus
Agora já posso escrever sem qualquer tipo de hesitação nem dúvida: Jorge Jesus é o próximo treinador do Benfica.
E não o escrevo minimamente satisfeito.
E não o escrevo minimamente satisfeito.
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posted by J G at 10:56 da manhã
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quarta-feira, 13 de maio de 2009
Um Terceiro Nome
Quero acrescentar à análise que fiz dos nomes que estão a ser falados que dentro do Benfica há realmente mais um nome a ser estudado mais discretamente.
Mas não se animem muito porque quando souberem que é um campeão lagarto vindo da Roménia passa já o entusiasmo.
Mas não se animem muito porque quando souberem que é um campeão lagarto vindo da Roménia passa já o entusiasmo.
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posted by J G at 12:08 da tarde
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terça-feira, 12 de maio de 2009
O Treinador do Benfica na Imprensa
O treinador do Sp. Braga disse ontem após o jogo com o Belenenses que tem uma cláusula no contrato que lhe permite sair do clube... com o custo de 1 milhão de euros. O ex-seleccionador de Portugal também é um nome em equação na Luz.
Jorge Jesus é um homem de muitas palavras. Algumas confusas. Mas ontem, depois da vitória contundente do Sp. Braga sobre o Belenenses (0-5 no Restelo) foi claro quanto à hipótese de poder sair do clube bracarense no final da temporada e rumar à Luz. "Aquilo que sei é que o próximo jogo será com o Benfica. Tenho mais um ano de contrato com o Sp. Braga, com uma cláusula que me permite sair. Aquilo que sei é que ainda acredito no terceiro lugar", disse o técnico à "Sport TV".
O treinador, de 54 anos, que começou no Amora, em 1989, lidera a lista de candidatos à substituição de Quique Flores no Benfica. A imprensa desportiva desta manhã avança com o nome de Jesus como a mais forte possibilidade de tomar conta da equipa de futebol dos "encarnados". O "Record" diz mesmo que Luís Filipe Vieira já se reuniu com o treinador e lhe apresentou uma proposta.
Segundo o jornal, o encontro entre o presidente do Benfica e o técnico teve lugar em casa de Jesus e terá sido o adjunto Raul a servir de intermediário. Filipe Vieira e Jorge Jesus conhecem-se desde os tempos em que trabalharam juntos em Alverca, mantendo uma amizade desde então. A proposta, não formal ainda, deverá rondar o meio milhão de euros, um dos salários mais baixos dos últimos treinadores que passaram pela Luz no reinado de Vieira.
Vencimentos dos últimos treinadores do Benfica*
Giovanni Trapattoni 600 mil euros
Ronald Koeman 750 mil
Fernando Santos 500 mil
J. António Camacho 1,5 milhões
Quique Flores 1,5 milhões
Jorge Jesus é um homem de muitas palavras. Algumas confusas. Mas ontem, depois da vitória contundente do Sp. Braga sobre o Belenenses (0-5 no Restelo) foi claro quanto à hipótese de poder sair do clube bracarense no final da temporada e rumar à Luz. "Aquilo que sei é que o próximo jogo será com o Benfica. Tenho mais um ano de contrato com o Sp. Braga, com uma cláusula que me permite sair. Aquilo que sei é que ainda acredito no terceiro lugar", disse o técnico à "Sport TV".
O treinador, de 54 anos, que começou no Amora, em 1989, lidera a lista de candidatos à substituição de Quique Flores no Benfica. A imprensa desportiva desta manhã avança com o nome de Jesus como a mais forte possibilidade de tomar conta da equipa de futebol dos "encarnados". O "Record" diz mesmo que Luís Filipe Vieira já se reuniu com o treinador e lhe apresentou uma proposta.
Segundo o jornal, o encontro entre o presidente do Benfica e o técnico teve lugar em casa de Jesus e terá sido o adjunto Raul a servir de intermediário. Filipe Vieira e Jorge Jesus conhecem-se desde os tempos em que trabalharam juntos em Alverca, mantendo uma amizade desde então. A proposta, não formal ainda, deverá rondar o meio milhão de euros, um dos salários mais baixos dos últimos treinadores que passaram pela Luz no reinado de Vieira.
Vencimentos dos últimos treinadores do Benfica*
Giovanni Trapattoni 600 mil euros
Ronald Koeman 750 mil
Fernando Santos 500 mil
J. António Camacho 1,5 milhões
Quique Flores 1,5 milhões
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posted by J G at 10:42 da manhã
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
Jesus Vs Scolari
Parece que é a nova fase de discussão do nosso futebol.
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posted by J G at 11:52 da manhã
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Um Desejado (há um ano) em Desgraça
O dinamarquês Michael Laudrup foi hoje despedido do cargo de treinador do Spartak de Moscovo, após a derrota da equipa russa, por 3-0, frente ao rival Dínamo, em jogo relativo aos quartos-de-final da Taça da Rússia.
Laudrup, 44 anos, tinha assinado um contrato com o Spartak em Setembro de 2008, depois de uma carreira auspiciosa ao serviço do Getafe, à frente do qual chegou a eliminar o Benfica da Taça UEFA.Etiquetas: treinador
posted by J G at 9:39 da manhã
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Quique Fica
A acreditar no que Fernando Urbano escreve hoje n'A Bola, a SAD quer romper com passado e não dispensar o técnico no final do primeiro ano de contrato Espanhol terá direito a novo período de exames Balança ainda pesa a seu favor.
Pronto, para os muitos que me perguntaram pela minha opinião aqui está: acho bem. É o primeiro passo numa longa guerra que se adivinha até às eleições. Concordo com esta medida. Isto é uma gota no oceano, havemos de discutir ponto por ponto o que falta fazer. Mas manter a equipa técnica parece-me do mais sensato.
Pronto, para os muitos que me perguntaram pela minha opinião aqui está: acho bem. É o primeiro passo numa longa guerra que se adivinha até às eleições. Concordo com esta medida. Isto é uma gota no oceano, havemos de discutir ponto por ponto o que falta fazer. Mas manter a equipa técnica parece-me do mais sensato.
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posted by J G at 10:18 da manhã
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Encomenda a José Delgado?
Sabe-se que José Manuel Delgado é a "voz" da Direcção benfiquista n'A Bola. Ficaram célebres algumas "análises" encomendadas como aquela do Miccoli.
Hoje Delgado atira-se a Quique com autoridade. Cheira-me a encomenda da Direcção para ir tendo motivos para interromper o projecto caso o Benfica não chegue ao 2º lugar. Ou terá sido tudo da cabeça do advogado jornalista?
Quadratura do círculo
Quique não tira o melhor de cada jogador Porque são compatíveis com o sistema
Por
josé manuel delgado
FALTA então saber por que razão bons jogadores não fazem uma boa equipa. Do ponto de vista físico, passado o impacto inicial, atribuível a uma alteração de métodos, a verdade é que a condição actual está longe de impressionar. Essa realidade ficou à vista de todos no jogo contra um Estrela da Amadora que treina às prestações e nem às prestações recebe salários. Do ponto de vista táctico, o mínimo que pode dizer-se é que os encarnados têm vivido numa maré de equívocos.
LOGO à partida, Quique Flores pretendeu um modelo de 4x2x3x1, manifestamente desadequado para o plantel de que dispunha. Optar por um só avançado (tendo Cardozo, Suazo e Nuno Gomes) era redutor, e se na esquerda Reyes e Di María davam conta do recado, na direita o megaflop que dá pelo nome de Balboa, deixou o Benfica ferido de asa, obrigado a adaptar ou Rúben Amorim ou Di María. àquele sector.
OUTRO problema grave tem a ver com o duplo-pivot. Está à vista de todos que Yebda não completa Katsouranis, e apesar da irregularidade de Carlos Martins, o antigo sportinguista não pode ser uma carta fora do baralho, tão-pouco Rúben Amorim tem de ser sacrificado junto à linha quando rende muito mais por dentro. Tantos equívocos, num plantel formatado para jogar em 4x4x2 em losango, não podem ter um bom fim. E, das duas uma: ou muda Quique, ou muda o Benfica... de Quique.
RECUANDO no terreno, percamos algum tempo com a defesa do Benfica. Com Maxi e Luisão indiscutíveis e a experiência de David Luiz na esquerda... a mostrar-se sofrível, que se terá passado para que um jovem com a qualidade de Sidnei tenha passado para última opção? Perante a ausência de Luisão, no domingo, apostar em David Luiz para o meio e deixar Sidnei (que, pese embora o valor de Miguel Vítor, é mais jogador e devia ser titular) no banco não lembraria nem a... Koeman.
Epara finalizar, Pablo Aimar. Como é possível que o Benfica tenha recuperado fisicamente um dos melhores 10 do Mundo e o encoste à esquerda, a fazer de 11? Mete-se pelos olhos dentro que Aimar, neste contexto, deve actuar nas costas de Nuno Gomes e Cardozo, apoiado por trás por Rúben Amorim, Katsouranis e Reyes.
SE Quique Flores não arrepiar caminho, dificilmente o Benfica chegará à segunda pré da Liga dos Campeões, muito menos ao título nacional. Para uma equipa jogar como os encarnados fizeram na Reboleira, a explicação de que foi uma noite má não serve, é apenas poeira para os olhos.
QUANDO o Benfica arrancou para a época de 2008/09, foram criadas expectativas muito altas em torno da equipa que ia ser construída. Com Rui Costa ao leme do futebol, a questão do treinador (depois de Queiroz e Eriksson terem declinado) foi resolvida com um nome bem visto pela generalidade dos observadores e adeptos, o espanhol Quique Flores, e, com os olhos no título, foram chegando reforços sonantes.
UMA vez escolhido o treinador, o esboço da equipa tornou-se deveras entusiasmante para a nação encarnada, só assim se explicando a excelente afluência de espectadores ao estádio da Luz. Aimar, Balboa, Carlos Martins, Yebda, Reyes, Rúben Amorim, Sidnei, Suazo foram os nomes que fizeram sonhar os benfiquistas e prometeram bom futebol. Porém, salvo raras e honrosas excepções, ficaram-se pelas promessas...
INDISCUTÍVEL, absolutamente pacífico em todos os quadrantes, parece ser o facto do Benfica jogar claramente abaixo dos mínimos exigíveis. A confrangedora apresentação na Reboleira, no passado domingo, foi apenas a mais recente (e a mais gritante!) manifestação de incapacidade colectiva dos encarnados. Sem ideias, sem confiança, sem mecanização, sem solidariedade, enfim, sem nada daquilo de que são feitos os campeões, eis o retrato, pouco lisonjeiro mas realista, do Benfica de 2008/2009.
QUIQUE FLORES argumenta que a equipa tem mais cinco pontos que o ano passado e está a cinco pontos do primeiro, enquanto que em 2007/08 estava a 16. Todavia, é bom não esquecer que há muitas épocas que o Benfica não tinha um plantel tão bem apetrechado e que, ainda em 2006/07, Fernando Santos, na mesma altura da prova, tinha mais seis pontos do que Quique tem agora e estava a um ponto do líder. Além disso chegou aos quartos-de-final da Taça UEFA!
UMA coisa é certa, quando faltam sete jornadas para acabar a época e o Benfica ainda continua com reais hipóteses de discutir pelo menos o segundo lugar: falta muito, mas mesmo muito, para que os encarnados atinjam um nível de produção média compatível com as expectativas.
ENQUANTO esta realidade não for assumida, os sócios bem podem sonhar com a Champions, o presidente bem pode encontrar meios para contratar jogadores pagos a peso de ouro, que o Benfica não vai a lado nenhum. Mais árbitro, menos árbitro, uns a favor outros contra, a verdade é que este Benfica joga pouco.
Hoje Delgado atira-se a Quique com autoridade. Cheira-me a encomenda da Direcção para ir tendo motivos para interromper o projecto caso o Benfica não chegue ao 2º lugar. Ou terá sido tudo da cabeça do advogado jornalista?
Quadratura do círculo
Quique não tira o melhor de cada jogador Porque são compatíveis com o sistema
Por
josé manuel delgado
FALTA então saber por que razão bons jogadores não fazem uma boa equipa. Do ponto de vista físico, passado o impacto inicial, atribuível a uma alteração de métodos, a verdade é que a condição actual está longe de impressionar. Essa realidade ficou à vista de todos no jogo contra um Estrela da Amadora que treina às prestações e nem às prestações recebe salários. Do ponto de vista táctico, o mínimo que pode dizer-se é que os encarnados têm vivido numa maré de equívocos.
LOGO à partida, Quique Flores pretendeu um modelo de 4x2x3x1, manifestamente desadequado para o plantel de que dispunha. Optar por um só avançado (tendo Cardozo, Suazo e Nuno Gomes) era redutor, e se na esquerda Reyes e Di María davam conta do recado, na direita o megaflop que dá pelo nome de Balboa, deixou o Benfica ferido de asa, obrigado a adaptar ou Rúben Amorim ou Di María. àquele sector.
OUTRO problema grave tem a ver com o duplo-pivot. Está à vista de todos que Yebda não completa Katsouranis, e apesar da irregularidade de Carlos Martins, o antigo sportinguista não pode ser uma carta fora do baralho, tão-pouco Rúben Amorim tem de ser sacrificado junto à linha quando rende muito mais por dentro. Tantos equívocos, num plantel formatado para jogar em 4x4x2 em losango, não podem ter um bom fim. E, das duas uma: ou muda Quique, ou muda o Benfica... de Quique.
RECUANDO no terreno, percamos algum tempo com a defesa do Benfica. Com Maxi e Luisão indiscutíveis e a experiência de David Luiz na esquerda... a mostrar-se sofrível, que se terá passado para que um jovem com a qualidade de Sidnei tenha passado para última opção? Perante a ausência de Luisão, no domingo, apostar em David Luiz para o meio e deixar Sidnei (que, pese embora o valor de Miguel Vítor, é mais jogador e devia ser titular) no banco não lembraria nem a... Koeman.
Epara finalizar, Pablo Aimar. Como é possível que o Benfica tenha recuperado fisicamente um dos melhores 10 do Mundo e o encoste à esquerda, a fazer de 11? Mete-se pelos olhos dentro que Aimar, neste contexto, deve actuar nas costas de Nuno Gomes e Cardozo, apoiado por trás por Rúben Amorim, Katsouranis e Reyes.
SE Quique Flores não arrepiar caminho, dificilmente o Benfica chegará à segunda pré da Liga dos Campeões, muito menos ao título nacional. Para uma equipa jogar como os encarnados fizeram na Reboleira, a explicação de que foi uma noite má não serve, é apenas poeira para os olhos.
QUANDO o Benfica arrancou para a época de 2008/09, foram criadas expectativas muito altas em torno da equipa que ia ser construída. Com Rui Costa ao leme do futebol, a questão do treinador (depois de Queiroz e Eriksson terem declinado) foi resolvida com um nome bem visto pela generalidade dos observadores e adeptos, o espanhol Quique Flores, e, com os olhos no título, foram chegando reforços sonantes.
UMA vez escolhido o treinador, o esboço da equipa tornou-se deveras entusiasmante para a nação encarnada, só assim se explicando a excelente afluência de espectadores ao estádio da Luz. Aimar, Balboa, Carlos Martins, Yebda, Reyes, Rúben Amorim, Sidnei, Suazo foram os nomes que fizeram sonhar os benfiquistas e prometeram bom futebol. Porém, salvo raras e honrosas excepções, ficaram-se pelas promessas...
INDISCUTÍVEL, absolutamente pacífico em todos os quadrantes, parece ser o facto do Benfica jogar claramente abaixo dos mínimos exigíveis. A confrangedora apresentação na Reboleira, no passado domingo, foi apenas a mais recente (e a mais gritante!) manifestação de incapacidade colectiva dos encarnados. Sem ideias, sem confiança, sem mecanização, sem solidariedade, enfim, sem nada daquilo de que são feitos os campeões, eis o retrato, pouco lisonjeiro mas realista, do Benfica de 2008/2009.
QUIQUE FLORES argumenta que a equipa tem mais cinco pontos que o ano passado e está a cinco pontos do primeiro, enquanto que em 2007/08 estava a 16. Todavia, é bom não esquecer que há muitas épocas que o Benfica não tinha um plantel tão bem apetrechado e que, ainda em 2006/07, Fernando Santos, na mesma altura da prova, tinha mais seis pontos do que Quique tem agora e estava a um ponto do líder. Além disso chegou aos quartos-de-final da Taça UEFA!
UMA coisa é certa, quando faltam sete jornadas para acabar a época e o Benfica ainda continua com reais hipóteses de discutir pelo menos o segundo lugar: falta muito, mas mesmo muito, para que os encarnados atinjam um nível de produção média compatível com as expectativas.
ENQUANTO esta realidade não for assumida, os sócios bem podem sonhar com a Champions, o presidente bem pode encontrar meios para contratar jogadores pagos a peso de ouro, que o Benfica não vai a lado nenhum. Mais árbitro, menos árbitro, uns a favor outros contra, a verdade é que este Benfica joga pouco.
posted by J G at 2:09 da tarde
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quarta-feira, 1 de abril de 2009
Estou Farto!
Quero o Fernando Santos de volta.
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posted by J G at 1:40 da manhã
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quarta-feira, 25 de março de 2009
Basicamente é Isto
"O árbitro admitiu o erro, lamento que não o tenha feito no jogo que fizemos contra o FC Porto. A nós nunca pediram desculpa. Agora, o Sporting fez uma pressão muito grande. É incrível... teriam de pedir perdão constantemente, e não é assim. Acho que seria absurdo. Já vivemos situações difíceis, que soubemos interiorizar. Houve outros momentos difíceis e não andaram durante a semana a pedir desculpas".
Quique Flores
Quique Flores
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posted by J G at 11:22 da manhã
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
5 Anos de Vieira: Treinadores

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posted by J G at 10:14 da manhã
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Suores Frios
(Luís Filipe Vieira) Assumiu que Queirós foi desejado na Luz.
Isto escrevi a 18 de Julho depois da entrevista do Presidente à RTP.
Na altura da dança de nomes para novo treinador do SLB discutiu-se muito por aqui qualidades e defeitos dos candidatos. Sempre assumi que Queirós seria uma catástrofe.
Querem agora vir falar-me mais um pouco das qualidades de Queirós?
Isto escrevi a 18 de Julho depois da entrevista do Presidente à RTP.
Na altura da dança de nomes para novo treinador do SLB discutiu-se muito por aqui qualidades e defeitos dos candidatos. Sempre assumi que Queirós seria uma catástrofe.
Querem agora vir falar-me mais um pouco das qualidades de Queirós?
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posted by J G at 9:48 da manhã
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terça-feira, 14 de outubro de 2008
Camacho
José António Camacho, que já orientou o Benfica em duas ocasiões, vai treinar o Osasuna até ao final da temporada 2008/09, anunciou hoje aquele clube da Liga espanhola.
O clube de Pamplona, onde jogam os portugueses Tiago Gomes e Dady, despediu o treinador José Ángel Ziganda, depois de seis jornadas sem vencer e com apenas quatro pontos conquistados, ocupando o 16º posto da classificação.
Que treine com a motivação da primeira passagem pela Luz, porque da última não tenho saudades.
O clube de Pamplona, onde jogam os portugueses Tiago Gomes e Dady, despediu o treinador José Ángel Ziganda, depois de seis jornadas sem vencer e com apenas quatro pontos conquistados, ocupando o 16º posto da classificação.
Que treine com a motivação da primeira passagem pela Luz, porque da última não tenho saudades.
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posted by J G at 9:31 da manhã
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sábado, 13 de setembro de 2008
Quique Flores em Entrevista à Bola
Ao longo de duas horas de entrevista, o treinador do Benfica fez para A BOLA o primeiro balanço de um Benfica renovado. Quique Flores sabe os terrenos que pisa, sabe com o que pode contar e garante, sem falsas modéstias, estar «muito preparado» para esta etapa da sua carreira. Não promete títulos, mas quer ver os adeptos a sonhar...Entrevista de josé manuel delgado, paulo alves e fernando urbano
Estava à espera de encontrar aquilo que encontrou no Benfica? A dimensão do clube, a pressão que existe...
— A percepção inicial era essa. Sabia que o Benfica é o clube maior de Portugal, sabia da sua história. Mas o nível das infra-estruturas confesso que superou as minhas expectativas: são do melhor que há na Europa. É importante que esta dinâmica de crescimento se mantenha e espero poder contribuir.
— Já sentiu que no Benfica existe pressa em fazer as coisas bem?
—Foi um dos desafios que me levou a aceitar o convite. Os clubes grandes têm visão ampla. E quem tem visão ampla não está preocupado só no dia-a-dia, tem projectos com horizontes largos. E isso serve para caminhar em frente. E quando se caminha em frente apanha-se chuva miudinha, que nos dá capacidade para chegarmos ao que queremos. Não gosto de estar à porta das urgências, pois aí todos se precipitam. Um treinador até pode ganhar um título nas urgências, mas se ele sair e chegar outro, sem a mesma planificação, o título anterior não servirá de nada.
Sabia que iria ter um início de campeonato forte. Esperava chegar à segunda jornada com apenas dois pontos?
— Quando começamos um campeonato queremos sempre arrancar bem. Mas o que se faz em dois jogos pode ser muito enganador. Não é o melhor arranque, mas é o arranque normal. O campeonato é uma prova de resistência, não de velocidade.
— Já dissera, ainda antes do início da Liga, que precisava de mais um mês de trabalho...
— Ainda estamos muito longe da equipa que queremos ser. Nestes dois meses mudámos a dinâmica da equipa. Tivemos uma pré-época dura, defrontámos equipas fortes. Por exemplo, a equipa tem uma dinâmica que se perde agora [ausência de muitos jogadores nas selecções] mas estamos a tentar fazer tudo para tornar esta equipa ganhadora. Uma equipa como o Benfica tem de estar habituada a ganhar. Mas para isso é preciso tempo.
— Mas sente que tem condições para lutar pelo título?
— A nossa obrigação é estar o mais alto possível e adeptos devem ter esperanças altas, é o seu papel. Quero uma ambição medida, não desmedida. Toda gente tem ambições, mas mais importante que isso é o projecto, o trabalho, o conhecimento. Queremos procurar títulos, estar na linha da frente, mas a pressão desmedida acaba por ser um contra para os próprios jogadores. Se eles jogam pressionados, com tensão normalmente jogam mal, não acertam três passes seguidos. Não confundir pressão com responsabilidade. Tudo farei para tirar pressão aos jogadores, mas a responsabilidade terá de ser total. Quando assinei fiquei impressionado com o estádio, grande, moderno, capaz e preparado para receber grandes espectáculos e disse ao presidente e ao Rui que o nosso principal objectivo para esta época é alimentar a ilusão, mas para conseguir isso temos de ganhar jogos. E se ganharmos jogos somos candidatos ao título.
— Ajudou a criar projectos no Getafe e no Valência. Mas não os terminou. Aqui gostaria de construir e finalizar o seu projecto?
— Quando uma casa começa a ser construída depressa de mais fico sempre com dúvidas. É preciso saber se as bases estão bem solidificadas, se as paredes estão bem colocadas. No Benfica ainda estamos a trabalhar a base. Nós temos um projecto de dois anos e espero que sejam dois anos que venhamos a recordar como bons e deixar bases sólidas para o futuro.
— E não tem medo de falhar?
— Conheço muita gente no futebol com medo de falhar. Mas eu não tenho, sou sincero. Passei por situações tão difíceis e dramáticas na minha vida pessoal a ponto de ter aprendido a relativizar tudo o que diz respeito ao futebol. Não o considero uma brincadeira, mas relativizo-o. É importante, porque traz felicidade às pessoas, mas é apenas futebol.
— Essa sua forma de pensar contraria a imagem que fazíamos de si: um viciado em trabalho...
— [risos] Podemos trabalhar muito, mas isso não significa que não possamos relativizar o que fazemos. Por isso é que não tenho nem quero ter medo, porque o medo paralisa as pessoas. E se não tenho medo, sou seguro do que faço. A segurança pode custar a obter, mas tenho razões para a ter: primeiro porque tenho um grupo de trabalho excepcional; segundo, porque sinto-me muito preparado para fazer o que faço.
«chateado quando um jogo sai do guião»
— O que faltou para ganhar o jogo com o FC Porto?
— Faltou que ficámos com menos um jogador. Se tivéssemos jogado sempre com 11 jogadores acho que poderíamos ter terminado o jogo como o começámos. Mas circunstâncias várias mudaram o rumo do encontro. Fico muito chateado quando acaba o jogo e percebo que o guião foi muito alterado da nossa parte.
— E o que saiu do guião?
— Estávamos preparados para uma coisa e saímos do nosso guião. Fizemos o 1-1 e sentia que podíamos chegar ao 2-1, mas entretanto deu-se a expulsão e nessa altura tive de mexer na equipa.
— E tirou Cardozo...
— Foi uma das substituições mais dolorosas que tive de fazer na minha carreira, temi que não fosse entendida, mas fiquei contente porque as pessoas perceberam as circunstâncias. Mudei porque estava a ficar com a sensação que íamos sofrer muito com dois avançados.
— A expulsão foi determinante para o aparecimento dos problemas físicos?
— São coisas diferentes, não tem a ver com isso. Porque quando se joga com dez a generosidade aumenta. Quando isso não sucede, é preciso analisar porquê.
— Falou-se muito sobre a questão física. Foi a mudança dos métodos de trabalho que provocou a falta de pernas no 'clássico'?
— Em termos físicos, temos a máxima confiança no trabalho de Pako Ayestarán. É um homem de muita experiência europeia, conseguiu muitos êxitos, leva 20 anos a treinar em clubes de top. Quando analisámos juntos o jogo com o FC Porto, chegámos à conclusão de que duas ou três situações, que entendo devem ser debatidas apenas internamente, provocaram várias reacções em cadeia.
— Quer explicar melhor o que quis dizer quando afirmou que os jogadores não estavam habituados a esta forma de trabalhar?
— Acho que fui mal interpretado, porque não gosto de entrar em comparações com o que outros treinadores fazem. Mas a verdade é que os jogadores têm sido submetidos a uma exigência física muito grande, quer no trabalho diário, quer nos próprios jogos. Porque temos-lhes pedido muita coisa: que tenham boa condição física, boa capacidade de recuperação, capacidade de subir rapidamente à área contrária, fazer pressão... estamos no princípio da época e isto leva tempo.
— A preparação física é baseada consoante o modelo táctico?
— Exigimos que os jogadores tenham uma grande capacidade física. Se queremos manter a defesa um pouco mais alta, significa que os avançados tenham ainda mais capacidade para impedir que a equipa adversária pense quando tem a bola; se queremos atacar sem sermos sujeitos a contra-ataques perigosos e possamos defender 40 metros atrás, teremos de ter uma capacidade de recuperação muito boa. Para isso é preciso ter uma grande preparação física: ter força, velocidade e resistência. Estamos num processo em que o trabalho de Pako não pode ser considerado melhor ou pior: é diferente. Logo os jogadores demoram a adaptar-se.
— Para si, todos os jogadores têm de trabalhar defensivamente?
— Têm de trabalhar. A mecânica de uma equipa é feita em cadeia.
«Reyes pode 'explodir' no Benfica»
— Cardozo e Suazo podem jogar juntos?
— Perfeitamente. No Valência coloquei Villa e Morientes juntos, por exemplo. No meu tempo no Getafe também jogavam dois avançados. Mas há uma coisa que devo dizer: a nossa forma de jogar não é condicionada pelos resultados, a preparação dos nossos jogos é feita de acordo com o que convém à nossa equipa. Mas também temos Nuno Gomes...
— Pode alguma vez jogar com este trio: Cardozo, Nuno Gomes e Suazo?
— É complicado, porque são três avançados que não casam de forma a dois deles poderem jogar à frente e outro atrás deles, ou alguns deles jogarem pelas alas. Dois deles juntos, sim; os três, não. Suazo fará bem a posição de ala, mas não Nuno Gomes ou Cardozo. É muito importante que quando se esquematiza um sistema, que isso se faça pela qualidade dos jogadores.
— O que espera de Reyes no Benfica? Já foi considerado um dos melhores atacantes do Mundo, depois foi caindo.
— Reyes está aqui porque consideramos que é um jogador importante, que pode provocar desequilíbrios. Mas há que ter cuidado especial na gestão do rendimento de determinados jogadores, porque estão numa situação quase limite, que a todo o momento podem rebentar. E isso depende muito da vontade desses jogadores. Não lhes prometemos mais que a outros. A Reyes dei-lhe a entender que no Benfica pode explodir, mas dentro do plano que traçamos, ou seja, que está num bom clube e com uma boa equipa técnica. Mas eu não sou um psicólogo dos jogadores de futebol. Sou um treinador que deve gerir parte das emoções mas não a partir do momento em que estes vão em direcção contrária. Porque quando isso acontece eles transformam-se em estátuas de pedra. Portanto, no caso dos jogadores que eu pedi, como Reyes, penso sempre positivo: que são jogadores talentosos, com oportunidade de explodirem e, se o fizerem, são jogadores de nível superior.
— E está com alegria a trabalhar?
— Sim. Só trabalhou connosco duas semanas antes do jogo com o FC Porto. Gostei da forma como entrou com o Inter e fez um bom jogo com o FC Porto. Não tanto pelo desequilíbrio, porque era um jogo difícil, mas analisando o jogo posteriormente chega-se à conclusão que ele se esforçou muito. E nós sabemos o que ele fez nos últimos anos. Por isso acho que foi um bom começo para ele. Mas se achar que o que ele fez é suficiente, é um erro. Deve continuar a trabalhar o seu sistema emocional para recuperar a sua confiança como jogador, à semelhança de Suazo, pois ambos vivem situações semelhantes.
— Disse um dia que Aimar é um jogador «mais para decidir jogadas do que jogos». É assim que o continua a ver?
— Na altura disse isso quando me pediram para o comparar a Riquelme. Sobre Aimar recordo os bons tempos que passámos no Valência. Fez uma espectacular dupla de ataque com Villa. Pensa muito rápido e raramente se engana. Porque há muitos jogadores que pensam rápido mas que se enganam muito.
— Ele ainda não mostrou o seu verdadeiro valor?
- Ainda não houve tempo para se ver o verdadeiro potencial de todos os jogadores do Benfica. Há uma grande curiosidade em ver o que fazem estes jogadores novos. Se eu fosse adepto, todos os jogadores ainda estariam por descobrir. Há coisas que os jogadores vão mostrando pouco a pouco, mas eles ainda estão muito longe de fazer aquilo que podem fazer mais para a frente.
— Aimar precisa de um trabalho específico, tendo em conta o seu passado de lesões?
— Com Aimar é preciso haver alguma delicadeza, pois tem um historial diferente de outros. Mas há que lembrar isto: ele nunca teve problemas físicos connosco no Valência e existe uma confiança enorme de que o melhor Aimar viu-se nos tempos em que trabalhou com Pako Ayestaran. Aimar estará em boas condições para nos ajudar a ganhar muitos jogos.
— Em que posições pode ele jogar?
— Como médio, segundo avançado (como o tem feito no Benfica) ou jogando nas alas.
A— Na sua cabeça conta com o avançado Di María?
— Sim, claro. Creio que seria muito mau para o Benfica, para a equipa, se assim não fosse.
— A questão é que só podem jogar 11: não terá problemas com jogadores que não aceitem o banco?
— Nunca tive problemas em relação a isso. Para mim não é nenhum drama ter de fazer a convocatória ou escolher o onze. E não é nenhum drama porque essa é a minha profissão. Não digo que ocasionalmente não tenha dúvidas, mas isso é normal. Não me esqueço dos jogadores que não convoco e preocupo-me com eles, mas tenha a consciência tranquila quando faço a equipa.
— Não foi arriscado colocar Di María no clássico, pois tinha trabalhado pouco tempo consigo?
— Foi uma tentativa de aproveitar uma dinâmica positiva. Trata-se de um jogador que acabou de ganhar uma medalha de ouro nos olímpicos, era um jogador que vinha muito motivado e tínhamos que aproveitar isso. Além disso, é um jogador que já conhece bem o Benfica e o ambiente nestes grandes jogos.
— Os colossos europeus descobriram de repente Di María, sendo ele um jogador muito novo não afectará a sua cabeça?
— Creio que não. Ele está com a cabeça no Benfica e sabe que é esta equipa constitui uma forma de ter maior visibilidade na Europa. Ele saberá como agir quando tiver ofertas e o melhor para ele neste momento é seguir no Benfica.
— Saiu Petit, que era um dos históricos. Na época passada saiu Simão. Quem pode ser o líder do balneário agora?
— Eu prefiro ter líderes dentro de campo do que líderes no balneário. Conheci poucos líderes de balneário na minha carreira de jogador. Lembro-me de alguns no Real Madrid, como Hierro, Sanchis, Butrageño, Michel, mas não existia essa liderança espectacular no balneário como as pessoas pensam. Não acredito muito nisso, essa liderança reduz-se a casos muito particulares como foi o caso de Beckenbauer, Bobby Charlton, jogadores que tinham uma grande personalidade. Gosto, isso, sim, dos jogadores com forte personalidade quando entram no relvado, que tenham a capacidade de resolver as situações. Porque no balneário podemos ser todos muito educados ou mal-educados, mas essa situação cabe aos treinador analisar. Mas no campo não posso fazer nada: tenho um limite, ficamos no outro lado da fronteira e quem resolve os jogos são os jogadores. E aí é que surgem os líderes.
— E quem pode ser esse líder no campo?
— Ainda é muito cedo para dizer. Luís Aragonés diz isto há muitos anos: «Não quero ter um líder, antes quatro ou cinco 'corredores de segurança' dentro de campo.» Concordo totalmente.
— Mas gosta de ter um jogador que seja a extensão do treinador dentro do campo?
— Sim. Às vezes não dá para falar com quatro ou cinco jogadores ao mesmo tempo e esse elemento é fundamental numa equipa. Mas que aparece de uma forma muito natural. No Valência, tinha Ayala.
— A liderança no campo pode ser dissociada da liderança no balneário? Como é que um jogador dá instruções a outro se não tiver moral junto do colega?
— A nível de sistema de jogo, todos são novos. Todos partem do zero! Mas há jogadores que começam a perceber mais rapidamente o método e ter influência junto dos colegas. Não gosto de particularizar, mas tenho de dizer que Luisão está a entender bem a nossa metodologia e que de alguma forma está a colaborar muito para que as coisas se encaixem. Não é pelo facto de ser o capitão na ausência de Nuno Gomes, mas pelo facto de ter uma visão panorâmica lá atrás, na defesa, podendo ver o que está a ser bem ou mal feito.
«Nem sempre se ganha jogando bem»
— O seu futebol é de ataque?
— O meu futebol é de uma visão ampla. As minhas equipas tanto jogam mais atrás como mais à frente. Há seis anos que treino e posso dizer que em cada época, apenas um ou dois jogos me surpreende relativamente ao que espero das minhas equipas. A minha forma de estar no futebol é esta: não ter surpresas. Quero que no final da época, e depois de 60 jogos, os jogadores pensem: «jogámos tal como o treinador nos pediu.» Isso é muito importante. Quanto ao futebol mais ofensivo ou não, depende muito dos jogadores.
— Quem joga bem está mais perto de ganhar?
— Não. Quem tem bons jogadores está perto de jogar bem. Mas nem sempre se ganha jogando bem.
— Mas muitas vezes ouvimos os treinadores queixarem-se do azar, quando o dever das suas equipas é jogar bem...
— Sou mais apologista desta ideia: quanto mais trabalhas, mais êxito tens. Porque isso da sorte ou azar... isso não. Trabalho e sorte é um casamento muito feliz mas...
— Quer as suas equipas a jogar sempre com dois médios centro?
— Tenho uma visão ampla. Não condiciona o equilíbrio da equipa se tivermos um jogador a actuar atrás de dois avançados; ou se tivermos apenas dois médios-centro; ou apenas um médio-centro e quatro jogadores mais à sua frente, como fez a selecção espanhola.
— No futuro poderá fazer alterações tácticas ou este sistema é para manter?
— Quando se está a criar um menino (e esta analogia aplica-se ao trabalho que estamos a fazer no Benfica) não se pode mudar muita coisa antes de saber se ele será bonito, feio, louro ou moreno. Por isso, há que aperfeiçoar um sistema para posteriormente trabalhar as suas variantes. Queremos ter segurança nesse trabalho, pois a partir daí poderemos trabalhar os mesmos movimentos, mas vários metros à frente ou atrás.
— A qualidade do futebol é muito diferente de Espanha para Portugal?
— Sobretudo a nível dos recursos. Os clubes médios em Espanha subiram muito nos últimos anos, têm orçamentos muito elevados e isso creio que é o que faz a diferença entre as duas ligas. Daí o futebol ter depois maior competitividade, porque qualquer equipa pode perder em qualquer estádio.
«David Luiz tem nível mundial»
O treinador espanhol vê grande futuro para o central, mas, para já, prioridade à recuperação
— David Luiz: o que se passa com ele?
— Está há muitos meses sem jogar, e quando isso acontece os jogadores 'oxidam'. É normal neste tipo de processo. E a oxidação num futebolista não é fácil de recuperar. É verdade que vejo muitas qualidades no David, incluindo a capacidade de sofrimento, pois, por vezes, treina-se com dor. Em condições será um jogador capaz de atingir um nível muito alto, a nível mundial, um dos melhores centrais da Europa. Mas primeiro temos de lhe retirar essa oxidação, que lhe afecta desde a parte muscular até à parte psicológica.
— Quando pode voltar?
— Não sabemos. Esta semana mudámos a dinâmica de forma a ajudá-lo da melhor maneira possível a ultrapassar esta fase.
«Satisfeito com Diamantino»
Diamantino e Chalana têm, garante, papel fundamental na estrutura da equipa
— Muito se tem falado de Diamantino e Chalana. Quais são, na realidade, as suas funções?
— Quando chegámos, aquilo que dissemos é que cada um tivesse lugar num posto onde fosse mais eficaz, pois além do trabalho de campo há muitas outras coisas a ter em atenção. E os resultados daquilo que têm feito deixam-me muito satisfeito, tanto ou mais como o trabalho de campo.
— Mas fica ou não 'enfadado' quando vê que um adjunto se senta na tribuna presidencial ao lado do director-geral?
— Eu não perco tempo a analisar esse tipo de coisas. São fruto da especulação jornalística. Durante os jogos concentro-me apenas no que se passa no relvado e em como posso ajudar a equipa, nada mais... Não valorizo essas situações.
Sidnei
— Quando entrou com o FC Porto não se equivocou e marcou na linha, que é o que pedimos aos defesas. Ficámos com muito boa impressão. Estes jovens têm de saber fazer a leitura do que é chegar a um clube como o Benfica e esperar pela sua oportunidade e estar preparados. Mesmo que não jogue, é importante que esteja preparado.
Luisão
— Ainda não sei se vamos poder contar com ele para os próximos jogos da Liga. Este castigo é uma situação estranha, sancionar um jogador pelas imagens... lances como aquele em que esteve envolvido, na marcação de um canto, acontecem todos os jogos, em plena área, é uma situação constante. Mas resulta mais estranha quando verificamos que outro tipo de imagens não foi transmitido, no caso o episódio entre Rodriguez e Nuno Gomes. Esta semana um jogador nosso falou que tinha sido uma discussão normal em futebol? Isso está certo! A discussão a seguir à agressão é normal... o que não é normal é a agressão que a antecede.
Zoro
— Não entrava nas minhas contas. É verdade e nunca o escondi, mas como não foi possível resolver a sua situação foi reintegrado. Quero o melhor para ele e o facto de não ser opção aqui, não significa que não possa ser feliz em outro clube. Neste momento está reintegrado e vai continuar a trabalhar.
Mantorras
— Está num processo em que tem de melhorar a sua condição física. Esteve também muito tempo parado, teve uma lesão muito grave. Quando estiver bem, faremos uma reavaliação. Temos de respeitá-lo enquanto pessoa, que teve um grande infortúnio, e recuperá-lo para a competição.
Nuno Gomes
— Contamos com ele. No Verão falou-se e escreveu-se que ele podia sair, mas em nenhum momento esteve fora dos nossos planos. Nuno é muito participativo em tudo. Por exemplo, durante o estágio em Óbidos, quando fomos atravessar o rio nas jangadas ele foi dos que tiveram maior intervenção na construção da jangada. Expôs a sua magnitude sendo o primeiro a avançar para o desafio. Como jogador também é assim.
Katsouranis
Quique assume «conversa dura mas franca» com o grego após o clássico. Conta com o jogador, mas admite deixá-lo sair se este quebrar as regras
Katsouranis teve dois erros individuais no clássico e é público que não se sente feliz. Acha que o seu subconsciente o terá traído?
— Sem falar no caso concreto de Katsouranis, conto o que aconteceu comigo no Valência: quando eu sentia que um jogador não estava bem mental ou fisicamente, aplicávamos a regra da substituição. Mas isto não se aplica a Katsouranis.
— Se ele jogou, é porque sentia que estava bem física e mentalmente?
— Nós só queremos jogadores que queiram defender as cores do Benfica, que quando entrem em campo se apresentem no limite das suas capacidades. Se há limitações, assumimos, mas aí o erro será do treinador.
— Foi apenas um dia mau para ele, é isso?
— Não quero particularizar. Aquilo que disse sobre a regra da substituição, quando acho que um jogador não esteja a render o que considero ser o ideal, não se aplica ao caso de Katsouranis. Mas esse exemplo deve ser seguido para o futuro.
— Mas falou com ele? Já tinha dito que queria sair...
— Devo dizer que desde o início Katsouranis sempre foi muito responsável, muito frontal. Quando chegou, depois das férias, explicou-me qual era a sua situação, aquilo que pensava e sentia. A posição do clube foi-me comunicada através de Rui Costa. E depois de uma análise ponderada, é sabido que contamos com ele, é um jogador importante. Depois do clássico Katsouranis quis falar comigo... falámos e tivemos uma conversa dura... dura mas franca.
— Em que aspecto?
— Dura... Não é algo negativo, é saudável, mas são coisas que devem ser internas.
— Foi uma conversa difícil...
— Difícil não... dura. Ele teve uma boa atitude em pedir desculpa, mas para mim há certas coisas que quando se repetem já não servem...
— Mas continua a contar com ele para o futuro?
— Sim, claro. Contarei com ele sempre que achar que é necessário.
— E se continuar a querer sair...
— Nós contamos, como contámos, com Katsouranis e assumimos que é um jogador importante. Mas só é importante em determinadas condições. Se respeitar essas condições tudo correrá bem. Foi isso que de início lhe disse a ele e ao clube. As condições sou eu que as defino e ele, com o tempo, terá de as respeitar. Se o fizer, pois continuará connosco... se não respeitar, deixará de estar.
— É verdade que ele lhe disse que preferia não jogar a central?
— Não, isso nunca foi abordado. Vejo Katsouranis como um jogador muito polivalente, com uma certa agressividade, forte na defesa e que sabe sair com a bola controlada e que além disso desempenha várias posições no meio-campo. É um jogador de top, muito semelhante a outro que já orientei no Valência e que também esteve no Benfica: Marchena.
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posted by J G at 10:00 da manhã
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
Treino Aberto
Para quem tiver muita vontade de ver os jogadores treinar às 18h o treino é aberto ao público.
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posted by J G at 3:32 da tarde
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sexta-feira, 11 de julho de 2008
A Questão da Equipa Técnica
Há alturas em que temos a felicidade de encontrar prosas que encaixam no nosso pensamento e temos só o menor esforço de transmitir a opinião de terceiros com que concordamos linha a linha. É o caso do texto desta semana da Leonor Pinhão. E assim se explica a questão dos adjuntos:
Quique Flores foi contratado pelo Benfica e, naturalmente, fez com que o Benfica contratasse uma equipa técnica da sua escolha pessoal e da sua confiança profissional. É assim que acontece com todos os treinadores e em todos os clubes que levam a sério o futebol, o trabalho do futebol e o objectivo final da competição.
No Benfica nem sempre as coisas se têm passado assim.
Em 1992, quando Tomislav Ivic foi contratado houve um escândalo de lesa-mística porque o croata não entendia a razão pela qual Toni era o seu «adjunto» pré-definido, quando o mesmo Toni, «a solo», já tinha levado a equipa a uma final da Liga dos Campeões e tinha sido campeão.
Ivic, que sabe mais de futebol a dormir que o professor Marcelo Rebelo de Sousa acordado, achava que era a altura de Toni se assumir como treinador principal noutro clube e que a presença de Toni a seu lado seria tudo menos um factor de estabilidade. Ivic queria Shéu como adjunto e com essa exigência, de cariz exclusivamente profissional, ia arranjando um lindo sarilho a Shéu.
Depois de uma batalha inglória que nada tinha de pessoal contra Toni - era apenas uma questão profissional óbvia -, Ivic atirou a toalha ao chão e aceitou Toni como seu adjunto em nome do «benfiquismo». Por finais de Outubro Tomislav Ivic estava despedido e Toni assumiu o comando da equipa.
Em 1994, quando Artur Jorge foi contratado por Manuel Damásio houve um novo escândalo de lesa-mística porque o treinador que vinha de uma série de temporadas brilhantes no Paris Saint Germain queria Octávio Machado, com quem já tinha trabalhado no FC Porto, como seu adjunto.
Mas como Octávio Machado, em termos de glóbulos, não tinha nada de «benfiquismo» a correr-lhe nas veias, não pôde ser. Artur Jorge acabou por ser substituído por Mário Wilson no comando da equipa, sendo que Wilson era (e é) um benfiquista dos sete costados e o celebrado autor da velha frase: «Quem treinar o Benfica arrisca-se a ser campeão», ainda que lhe faltasse explicar o mais importante… «desde que os responsáveis do clube não sejam totalmente idiotas».
Já no século XXI, quando o Benfica se lembrou que, afinal, talvez não fosse má ideia ir buscar José Mourinho à União de Leiria, Mourinho optou por ir para o FC Porto onde lhe davam carta branca para escolher a sua equipa técnica em vez de regressar à Luz onde lhe era imposto, como condição, o nome de Jesualdo Ferreira para seu adjunto. Naturalmente em nome do actualmente provado e reprovado «benfiquismo» do professor.
Em 2008 - ou seja, hoje - passou-se exactamente a mesma coisa. Ainda não se sabia o nome do treinador que haveria de ser contratado, ainda Eriksson pensava se seria melhor Lisboa ou Guadalajara, ainda as primeiras páginas dos jornais desportivos se engalanavam com um desfiar de nomes de possíveis treinadores para o Benfica e já era anunciada, com pompa mil por cento «benfiquista», a constituição da «equipa técnica» de adjuntos, toda ela formada na Universidade Cosme Damião.
Fernando Chalana estava garantido, Diamantino Miranda estava prestes a desvincular-se do Olhanense e Carlos Mozer, campeão em Angola, iria mandar os seus negrinhos às malvas porque o sonho de regressar ao Benfica na posição de adjunto de sabe-se lá quem era mais forte do que todas as realidades.
E, como isto é futebol, ganhou uma vez mais o Brasil..
Mozer, carioca de gema, produto do Flamengo, essa escola da vida, titular do «escrete» anos a fio, não arriscou a sua vida profissional «a solo» por um projecto de contornos indefinidos em nome do «benfiquismo» amplamente demagógico.
Fez bem em Mozer em deixar-se estar onde está. Em Luanda, mais precisamente.
Se tivesse ido para o Benfica estaria ao lado de Fernando Chalana e de Diamantino Miranda, ambos trajando à civil, encostados à linha, assistindo de mãos nos bolsos - como se vê nas fotografias - ao primeiro treino ministrado pelo espanhol Quique Flores.
Quique Flores vem de outro mundo profissional.
Foi convidado para ser treinador do Benfica o que o deve ter, obviamente, entusiasmado. É um grande nome, o Benfica. Um dos maiores. Quique é relativamente jovem e faltam-lhe títulos na folha. Quer ganhar. Pelos vistos tem uma mentalidade pragmática. Não deve ser muito sensível a teoria de que é preciso recorrer às velhas glórias para «incutir mística na cabina». Deve ser mais sensível à teoria «com bons jogadores, e quantos mais bons jogadores melhor, a coisa vai lá».
Quanto à mística, trata-se de ganhar ao domingo.
Embora em Portugal possa ser às sextas, aos sábados, aos domingos e até às segundas-feiras, desde que seja esse o calendário conveniente para a Olivedesportos, essa entidade de contornos definidos que manda no futebol português, que lhe é credor, e que manda no Benfica porque o Benfica não se consegue libertar política e financeiramente da Olivedesportos.
E enquanto assim for, o Benfica não vai a lado nenhum (é uma opinião pessoal).
A todas estas questões nativas é, só pode ser, alheio Quique Flores. Seria bom que ninguém lhe explicasse o enredo das duas últimas duas décadas para que não o desmoralizassem logo à partida. É que a luta é desigual e tramada.
Sendo inocente, mais valor tem. E ao fazer-se acompanhar por uma equipa técnica escolhida por si deu sinal de personalidade forte. Sejam pois bem-vindos os senhores Franc Escribá, Pako Ayesteran e Emílio Alvarez, que de quem nunca, nós benfiquistas, ouvimos falar. Mas não é isso que importa.
Muitos dirão que Quique Flores começou mal hostilizando as velhas glórias do clube. Com todo o respeito por Chalana e Diamantino, direi que Quique Flores começou bem. Fez valer o seu ponto de vista profissional onde muitos consagrados falharam em nome do compromisso e do evitar de chatices. Vamos lá ver o que acontece.
Quique Flores foi contratado pelo Benfica e, naturalmente, fez com que o Benfica contratasse uma equipa técnica da sua escolha pessoal e da sua confiança profissional. É assim que acontece com todos os treinadores e em todos os clubes que levam a sério o futebol, o trabalho do futebol e o objectivo final da competição.
No Benfica nem sempre as coisas se têm passado assim.
Em 1992, quando Tomislav Ivic foi contratado houve um escândalo de lesa-mística porque o croata não entendia a razão pela qual Toni era o seu «adjunto» pré-definido, quando o mesmo Toni, «a solo», já tinha levado a equipa a uma final da Liga dos Campeões e tinha sido campeão.
Ivic, que sabe mais de futebol a dormir que o professor Marcelo Rebelo de Sousa acordado, achava que era a altura de Toni se assumir como treinador principal noutro clube e que a presença de Toni a seu lado seria tudo menos um factor de estabilidade. Ivic queria Shéu como adjunto e com essa exigência, de cariz exclusivamente profissional, ia arranjando um lindo sarilho a Shéu.
Depois de uma batalha inglória que nada tinha de pessoal contra Toni - era apenas uma questão profissional óbvia -, Ivic atirou a toalha ao chão e aceitou Toni como seu adjunto em nome do «benfiquismo». Por finais de Outubro Tomislav Ivic estava despedido e Toni assumiu o comando da equipa.
Em 1994, quando Artur Jorge foi contratado por Manuel Damásio houve um novo escândalo de lesa-mística porque o treinador que vinha de uma série de temporadas brilhantes no Paris Saint Germain queria Octávio Machado, com quem já tinha trabalhado no FC Porto, como seu adjunto.
Mas como Octávio Machado, em termos de glóbulos, não tinha nada de «benfiquismo» a correr-lhe nas veias, não pôde ser. Artur Jorge acabou por ser substituído por Mário Wilson no comando da equipa, sendo que Wilson era (e é) um benfiquista dos sete costados e o celebrado autor da velha frase: «Quem treinar o Benfica arrisca-se a ser campeão», ainda que lhe faltasse explicar o mais importante… «desde que os responsáveis do clube não sejam totalmente idiotas».
Já no século XXI, quando o Benfica se lembrou que, afinal, talvez não fosse má ideia ir buscar José Mourinho à União de Leiria, Mourinho optou por ir para o FC Porto onde lhe davam carta branca para escolher a sua equipa técnica em vez de regressar à Luz onde lhe era imposto, como condição, o nome de Jesualdo Ferreira para seu adjunto. Naturalmente em nome do actualmente provado e reprovado «benfiquismo» do professor.
Em 2008 - ou seja, hoje - passou-se exactamente a mesma coisa. Ainda não se sabia o nome do treinador que haveria de ser contratado, ainda Eriksson pensava se seria melhor Lisboa ou Guadalajara, ainda as primeiras páginas dos jornais desportivos se engalanavam com um desfiar de nomes de possíveis treinadores para o Benfica e já era anunciada, com pompa mil por cento «benfiquista», a constituição da «equipa técnica» de adjuntos, toda ela formada na Universidade Cosme Damião.
Fernando Chalana estava garantido, Diamantino Miranda estava prestes a desvincular-se do Olhanense e Carlos Mozer, campeão em Angola, iria mandar os seus negrinhos às malvas porque o sonho de regressar ao Benfica na posição de adjunto de sabe-se lá quem era mais forte do que todas as realidades.
E, como isto é futebol, ganhou uma vez mais o Brasil..
Mozer, carioca de gema, produto do Flamengo, essa escola da vida, titular do «escrete» anos a fio, não arriscou a sua vida profissional «a solo» por um projecto de contornos indefinidos em nome do «benfiquismo» amplamente demagógico.
Fez bem em Mozer em deixar-se estar onde está. Em Luanda, mais precisamente.
Se tivesse ido para o Benfica estaria ao lado de Fernando Chalana e de Diamantino Miranda, ambos trajando à civil, encostados à linha, assistindo de mãos nos bolsos - como se vê nas fotografias - ao primeiro treino ministrado pelo espanhol Quique Flores.
Quique Flores vem de outro mundo profissional.
Foi convidado para ser treinador do Benfica o que o deve ter, obviamente, entusiasmado. É um grande nome, o Benfica. Um dos maiores. Quique é relativamente jovem e faltam-lhe títulos na folha. Quer ganhar. Pelos vistos tem uma mentalidade pragmática. Não deve ser muito sensível a teoria de que é preciso recorrer às velhas glórias para «incutir mística na cabina». Deve ser mais sensível à teoria «com bons jogadores, e quantos mais bons jogadores melhor, a coisa vai lá».
Quanto à mística, trata-se de ganhar ao domingo.
Embora em Portugal possa ser às sextas, aos sábados, aos domingos e até às segundas-feiras, desde que seja esse o calendário conveniente para a Olivedesportos, essa entidade de contornos definidos que manda no futebol português, que lhe é credor, e que manda no Benfica porque o Benfica não se consegue libertar política e financeiramente da Olivedesportos.
E enquanto assim for, o Benfica não vai a lado nenhum (é uma opinião pessoal).
A todas estas questões nativas é, só pode ser, alheio Quique Flores. Seria bom que ninguém lhe explicasse o enredo das duas últimas duas décadas para que não o desmoralizassem logo à partida. É que a luta é desigual e tramada.
Sendo inocente, mais valor tem. E ao fazer-se acompanhar por uma equipa técnica escolhida por si deu sinal de personalidade forte. Sejam pois bem-vindos os senhores Franc Escribá, Pako Ayesteran e Emílio Alvarez, que de quem nunca, nós benfiquistas, ouvimos falar. Mas não é isso que importa.
Muitos dirão que Quique Flores começou mal hostilizando as velhas glórias do clube. Com todo o respeito por Chalana e Diamantino, direi que Quique Flores começou bem. Fez valer o seu ponto de vista profissional onde muitos consagrados falharam em nome do compromisso e do evitar de chatices. Vamos lá ver o que acontece.
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posted by J G at 5:00 da tarde
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quinta-feira, 10 de julho de 2008
Pako Ayestaran em Discurso Directo
in A Bola
É considerado um dos melhores preparadores físicos mundiais, mas é, na verdade, muito mais do que um adjunto com essa função específica. Pediu desculpa por ainda não falar português, prometeu aprender em dois meses e provou que, por vezes, o mais difícil no futebol é mesmo a sua simplicidade. Há conversas que valem a pena
EM que assentou a definição das linhas fundamentais da pré-época do Benfica, sobretudo nesta fase inicial?
— Os jogadores, provavelmente ao contrário do que estão habituados, não vão fazer muitas sessões de treino por dia, pois a intensidade do trabalho é mais importante do que o volume. É necessário que os atletas mantenham a concentração, e sabemos que quanto maior é o tempo de treino, menor é a concentração e a intensidade. Isso acontece em todos os ambientes laborais.
— Que tipo de avaliações estão a ser feitas aos jogadores?
— Hoje [ontem] houve uma avaliação com o objectivo de conhecermos os desportistas que temos, as suas virtudes e carências. Pretendemos prever quais podem ter mais predisposição para lesões e adequar tipos de trabalho a cada um. Há também que conhecer os parâmetros mais fisiológicos, como força, velocidade e resistência. O mais importante, contudo, é o que o futebolista vale em si: quanto maior é o seu nível, maior é o seu rendimento, nós só tentamos ajudar a melhorar. Sinto uma grande motivação em todos, e é com base nisso e no profissionalismo que se podem conseguir muitas coisas.
— Esta planificação pode ser alterada se o Benfica for à Liga dos Campeões?
— Não. No início traçámos duas planificações, uma para a Champions e outra para a Taça UEFA. Depois introduzimos o Torneio de Guimarães e ficámos com dois jogos na mesma semana, o que nos obrigará a reduzir um pouco a carga: quanto mais se joga, menos se pode treinar e vice-versa. Portanto, acaba por não variar nada.
— O facto de os jogadores não chegarem todos ao mesmo tempo dificulta a tarefa?
— Não é a situação ideal, mas pode solucionar-se.
— Quique Flores diz que é melhor começar com jogos contra equipas como FC Porto e Sporting. Concorda?
— Concordo. É mais complicado como aconteceu com o Benfica o ano passado, em que perdeu terreno desde o início e chegou a esses jogos em posição difícil.
— Esse início de campeonato obriga a intensificar a preparação?
— Uma das coisas de que não me vão ouvir falar é preparação física. O futebolista é um todo: é técnica, táctica e tem de correr, saltar, chocar, sprintar... A preparação não vai variar. As pessoas gostam muito de falar de picos de forma, mas os três pontos do primeiro jogo são tão importantes quanto os do último. O objectivo é manter o maior nível possível no maior número de jornadas possível. Acelerar a preparação pode hipotecar o futuro. Quando chegar o momento, estaremos num bom nível. Repito, contudo, que o mais importante é a qualidade dos jogadores, o nível do plantel que vamos ter. É a partir daí que podemos traçar os nossos objectivos.
— É verdade que o Manchester United o contactou para substituir Carlos Queirós?
— Não, não fui convidado. Depois de sair do Liverpool é verdade que tive o interesse de clubes europeus, sobretudo ingleses, e na altura senti dúvidas sobre se ficaria em Inglaterra ou viria para o Benfica, mas já comentei com os meus amigos, familiares e pessoas do clube que não me arrependo nada da decisão que tomei. Encontrei um clube maior do que pensava, com uma estrutura maior do que esperava, com instalações de nível superior ao que imaginava e com pessoas muito determinadas em voltar a tornar o Benfica grande. Estou contentíssimo da escolha que fiz, tenho contrato por dois anos e espero cumpri-lo.
— Há novidades sobre a contratação de Pablo Aimar?
— O clube está a trabalhar nisso. Aimar é realmente uma possibilidade, mas existem outras.
— Já está definido que jogadores ficam e quais saem do plantel?
— Ainda não. Estamos a trabalhar com muitos jogadores que não conhecemos e todos partem do zero. Cabe aos jogadores demonstrar se são válidos para o Benfica ou não. Está tudo em aberto para todos.
É considerado um dos melhores preparadores físicos mundiais, mas é, na verdade, muito mais do que um adjunto com essa função específica. Pediu desculpa por ainda não falar português, prometeu aprender em dois meses e provou que, por vezes, o mais difícil no futebol é mesmo a sua simplicidade. Há conversas que valem a pena
EM que assentou a definição das linhas fundamentais da pré-época do Benfica, sobretudo nesta fase inicial?
— Os jogadores, provavelmente ao contrário do que estão habituados, não vão fazer muitas sessões de treino por dia, pois a intensidade do trabalho é mais importante do que o volume. É necessário que os atletas mantenham a concentração, e sabemos que quanto maior é o tempo de treino, menor é a concentração e a intensidade. Isso acontece em todos os ambientes laborais.
— Que tipo de avaliações estão a ser feitas aos jogadores?
— Hoje [ontem] houve uma avaliação com o objectivo de conhecermos os desportistas que temos, as suas virtudes e carências. Pretendemos prever quais podem ter mais predisposição para lesões e adequar tipos de trabalho a cada um. Há também que conhecer os parâmetros mais fisiológicos, como força, velocidade e resistência. O mais importante, contudo, é o que o futebolista vale em si: quanto maior é o seu nível, maior é o seu rendimento, nós só tentamos ajudar a melhorar. Sinto uma grande motivação em todos, e é com base nisso e no profissionalismo que se podem conseguir muitas coisas.
— Esta planificação pode ser alterada se o Benfica for à Liga dos Campeões?
— Não. No início traçámos duas planificações, uma para a Champions e outra para a Taça UEFA. Depois introduzimos o Torneio de Guimarães e ficámos com dois jogos na mesma semana, o que nos obrigará a reduzir um pouco a carga: quanto mais se joga, menos se pode treinar e vice-versa. Portanto, acaba por não variar nada.
— O facto de os jogadores não chegarem todos ao mesmo tempo dificulta a tarefa?
— Não é a situação ideal, mas pode solucionar-se.
— Quique Flores diz que é melhor começar com jogos contra equipas como FC Porto e Sporting. Concorda?
— Concordo. É mais complicado como aconteceu com o Benfica o ano passado, em que perdeu terreno desde o início e chegou a esses jogos em posição difícil.
— Esse início de campeonato obriga a intensificar a preparação?
— Uma das coisas de que não me vão ouvir falar é preparação física. O futebolista é um todo: é técnica, táctica e tem de correr, saltar, chocar, sprintar... A preparação não vai variar. As pessoas gostam muito de falar de picos de forma, mas os três pontos do primeiro jogo são tão importantes quanto os do último. O objectivo é manter o maior nível possível no maior número de jornadas possível. Acelerar a preparação pode hipotecar o futuro. Quando chegar o momento, estaremos num bom nível. Repito, contudo, que o mais importante é a qualidade dos jogadores, o nível do plantel que vamos ter. É a partir daí que podemos traçar os nossos objectivos.
— É verdade que o Manchester United o contactou para substituir Carlos Queirós?
— Não, não fui convidado. Depois de sair do Liverpool é verdade que tive o interesse de clubes europeus, sobretudo ingleses, e na altura senti dúvidas sobre se ficaria em Inglaterra ou viria para o Benfica, mas já comentei com os meus amigos, familiares e pessoas do clube que não me arrependo nada da decisão que tomei. Encontrei um clube maior do que pensava, com uma estrutura maior do que esperava, com instalações de nível superior ao que imaginava e com pessoas muito determinadas em voltar a tornar o Benfica grande. Estou contentíssimo da escolha que fiz, tenho contrato por dois anos e espero cumpri-lo.
— Há novidades sobre a contratação de Pablo Aimar?
— O clube está a trabalhar nisso. Aimar é realmente uma possibilidade, mas existem outras.
— Já está definido que jogadores ficam e quais saem do plantel?
— Ainda não. Estamos a trabalhar com muitos jogadores que não conhecemos e todos partem do zero. Cabe aos jogadores demonstrar se são válidos para o Benfica ou não. Está tudo em aberto para todos.
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sexta-feira, 30 de maio de 2008
Equipa Técnica do Benfica 2008/09

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posted by J G at 11:42 da manhã
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quinta-feira, 29 de maio de 2008
Entrevista com Quique Flores ( A BOLA )
Como tem vivido estes primeiros dias como novo treinador do Benfica, confirmada e anunciada a sua contratação no passado sábado?
— Com muita ilusão e com muita paixão também. Eu, e o meu corpo técnico, temos a intenção de rentabilizar e profissionalizar ao máximo toda a estrutura do futebol e essa é também a intenção e objectivo do presidente Vieira e de Rui Costa. Só assim conseguiremos, todos juntos, devolver ao Benfica os títulos. Tenho a certeza de que vamos fazer coisas muito interessantes no clube e no futebol português.
- Sentia já o apelo do trabalho diário de um clube. Ou, como dizemos em Portugal, tinha já saudades da adrenalina do futebol a sério? Passaram-se seis meses desde a sua saída, julgo que dolorosa, do Valência...
- Sim, faltava-me um desafio assim. A verdade é que vivi com muita intensidade cinco anos como treinador. Sempre com novos desafios, objectivos cada vez mais ambiciosos... Agora, neste período de ausência, descansei o suficiente, recompilei ideias suficientes sobre o meu trabalho, vi muito futebol no estádio e na televisão e estudei muito. Estou com ânimo renovado para recomeçar.
- Sente-se melhor treinador depois da experiência que viveu no Valência?
- O desafio do Valência foi extremamente duro. Não só pela exigência, que é comum a qualquer clube grande, mas pela sua envolvência, com tudo o que rodeava e envolve o clube. Nesse particular, as coisas foram muitos difíceis. Mas, agora que posso fazer o balanço dessa experiência, não tenho dúvidas de que consegui superar as dificuldades. Foram dois anos em que o modelo de jogo, os jogadores e alguns aspectos dos jogos estiveram em permanente análise. Por todos. Dirigentes, adeptos e jornalistas. Também por isso, senti necessidade de rodear-me dos melhores profissionais e orgulho-me da equipa a que dei rosto.
Objectivos à altura da história do clube
- O desafio de treinar o Benfica e de tentar reconduzir o clube aos títulos é o mais importante da sua ainda curta carreira?
- É mais um passo, muito importante e aliciante. Como foi treinar o Getafe pela primeira vez na sua história na I Divisão ou, mais tarde, ter assumido o Valência. Gosto de projectos de grande responsabilidade. No Getafe, o objectivo era a manutenção e tentar criar uma estrutura sólida que permitisse, como se verificou, o crescimento do clube, revelando novos talentos e sempre que possível com um futebol atractivo para a afición.
- Seguiu-se o regresso a Mestalla...
- A passagem para o Valência, um clube onde tinha passado como jogador, é um salto de qualidade que exige outra forma de estar com o balneário, na relação com jogadores internacionais, jogadores de elite. São desafios diferentes. No Benfica será algo parecido. É um dos grandes clubes europeus, um nome conhecido e respeitado em todo o Mundo que conta sempre com jogadores de elite. Neste caso, há que definir objectivos desportivos à altura da história do clube.
- A história do Benfica escreve-se com vitórias e título nacionais e europeus, o que não tem acontecido nos últimos anos. Está consciente de que é preciso ganhar? É isso que os adeptos lhe vão exigir...
- Todos queremos ganhar e não há quem o deseje mais do que eu. Mas devemos ser coerentes e cumprir a nossa tarefa com prudência. O presidente e Rui Costa têm ideias muito claras sobre o que é preciso fazer para recolocar o Benfica no topo. Vamos ser ambiciosos, disso podem os adeptos ter a certeza, mas temos também de ser coerentes. E, para sermos coerentes, não podemos dizer que vamos recuperar já os 20 pontos de diferença para o FC Porto. Temos de dizer que a nossa intenção é apostar já para tentar alcançar os melhores resultados possíveis, reconhecendo que vamos partir em desvantagem em relação aos nossos rivais.
ACERTAR AO MÁXIMO NAS CONTRATAÇÕES
- Como pensa inverter esse quadro?
- Temos de trabalhar muito, acertar ao máximo na contratação de novos jogadores, procurar rentabilizar o plantel e, com paciência, pouco a pouco, cumprir etapas.
- Coerência, paciência e ambição, aspectos que tem focado como essenciais sempre que analisa este novo quadro profissional em que está apostado, são compatíveis no futebol?
- São compatíveis quando o processo é bem conduzido. O que é incompatível é falar sobre isso se não houver trabalho. Quando se trabalha, a equipa está mais apta e mais próxima de subir posições. Não conheço nenhum alpinista que inicie uma escalada pelo cume. Todos começam por baixo. Por isso, devemos ser prudentes.
- Mas, insisto, os adeptos querem títulos. Tem isso bem presente, calculo?
- Há consciência de que é necessário iniciar um trabalho de base. Isso é o fundamental para o Benfica, nesta fase. Se não pensarmos assim, será mais um retrocesso. Em todo o lado, os clubes passam por ciclos de menor projecção nacional e internacional, ciclos mais ou menos decadentes. Há que estancar esse ciclo. Não se pode baixar mais e há que criar condições para voltarmos ao topo. Este ano, vamos tentar, com todas as forças, chegar lá acima, ao mais alto possível. O adepto vai poder apreciar uma equipa que vive exclusivamente para o clube e para a sua profissão. Só assim vamos atingir o êxito, embora consciente de que a fronteira entre o êxito e o fracasso pode ser um ligeiro desequilíbrio, uma escorregadela na altura de rematar à baliza, como aconteceu com John Terry na final da Champions.
- Conseguiu já interiorizar a dimensão e a importância do Benfica em Portugal?
-O Benfica é muito grande. Todo o Mundo do futebol sabe que foi o clube de Eusébio, que conquistou duas Taças dos Campeões Europeus. Tem uma história riquíssima e mais de seis milhões de adeptos só em Portugal, sem esquecer a força junto dos emigrantes. Mas o que me preocupa é a actual realidade do Benfica. A afición está algo decepcionada e precisa, muito rapidamente, de ser estimulada e animada. Como? Terá de ser a equipa a estimular os adeptos, com bom futebol e vitórias, para que o estádio esteja sempre cheio. Esse é o meu compromisso. Uma equipa competitiva, que lute pela vitória em todos os jogos e em todos os estádios, que orgulhe o clube.
ACORDO MUITO FÁCIL COM RUI COSTA
- Foram complexas as negociações com o Benfica? O que atrasou o acordo: questões financeiras ou uma clara definição do projecto?
- Foi tudo muito simples. Para mim, a questão financeira nunca foi um problema. O fundamental são os projectos, os objectivos, uma clara definição daquilo de que o clube precisa e do que nós podemos oferecer. São as questões desportivas que me movem. Entusiasma-me o trabalho de campo, os treinos, ajudar a melhorar as capacidades e qualidades dos jogadores, recuperar terreno para os adversários. Sou um treinador do relvado e gosto desse meu trabalho.
- Acredita que pode conseguir, numa época, atingir todos esses objectivos e devolver o Benfica aos títulos?
- A única coisa que posso prometer é uma equipa competitiva. Em campo, os jogadores vão saber o que devem fazer, individual e colectivamente. Os adeptos podem esperar uma equipa bem armada, compacta e competitiva. Para isso, temos de ter muita atenção à qualidade dos jogadores a contratar. E há que melhorar os que já fazem parte do plantel. Temos, todos juntos, de acertar no perfil dos jogadores que podem proporcionar à equipa esse salto qualitativo.
– Essa é também a tarefa e o principal desafio de Rui Costa, que abraça uma nova responsabilidade. Falaram sobre isso?
- Estou em total sintonia com Rui Costa, um jovem director desportivo que tem todas as condições para ser mais do que um símbolo do Benfica. Foi, sem dúvida, um dos melhores jogadores portugueses dos últimos 20 anos e tem uma coisa muito importante, que faz as pessoas grandes: é muito humilde. No campo, foi sublime, muito inteligente, e pode continuar a ser o mesmo nestas novas tarefas.
- O que mais o seduziu em Rui Costa?
- Muito inteligente, um profundo conhecimento de todos os aspectos do futebol moderno, muita experiência em grandes clubes e em Itália, está disponível para o diálogo, para a colaboração e para trabalhar em equipa. E isso é fundamental.
nÃO HÁ NOMES DE JOGADORES NO PAPEL
- Que dados já reuniu sobre o plantel? Há qualidade no Benfica?
- Conversei muito com Rui Costa, transmitiu-se a sua opinião, sempre muito profissional, agora falei com Camacho e tive oportunidade de ver cinco jogos. Todas as opiniões são positivas. Na próxima conversa, em Lisboa, com Rui Costa e o presidente, penso que posso transmitir ideias mais concretas sobre o que penso que seja o melhor para o clube. Agora, quando uma equipa fica a tantos pontos do FC Porto, naturalmente que há aspectos a melhorar. Mas, pelo que vi, há também jogadores que podem dar mais e que vão dar mais. Sobretudo os mais jovens e esse trabalho com os jovens é sempre um estímulo e uma ilusão para um treinador. Mas, para que o grupo seja forte e tenha corpo, será necessário incorporar alguns jogadores.
- É isso que os adeptos querem saber. Quais os jogadores que o Benfica deve contratar? Os nomes de Albelda, Carlos Martins, Yebda ou Caneira, por exemplo, estão nos seus planos?
- Não tenho o nome de nenhum jogador no papel. Nas conversas com Rui Costa não falámos sobre nenhum jogador em concreto. Primeiro, tenho que detectar os problemas, procurar as soluções e só a partir daí posso dar um nome a essas soluções. Aliás, para cada posição em que seja necessária uma solução, vou apresentar quatro ou cinco nomes e será sempre o clube a decidir, de acordo com as suas possibilidades económicas. A minha missão é dar nomes para solucionar o problema.
4x4x2 com máxima participação atacante
- E, pelo que já conhece do actual plantel, que modelo de jogo pode privilegiar? O 4x4x2 que utilizava no Getafe e também no Valência ou o 4x2x3x1 que também impôs na equipa che?
- Gosto desse sistema. Normalmente, não existe o sistema do treinador e o sistema do plantel. Há o treinador e o seu grupo que, em conjunto, analisam o que é melhor para a equipa. Mas sou defensor do 4x4x2, com dois jogadores bem definidos nos corredores e uma participação máxima de ataque, com dois avançados, com características de jogo diferentes e que possam complementar-se. Mas o jogo de ataque deve contar com a incorporação dos laterais, com equilíbrios... O que posso garantir é que os adeptos vão reconhecer no nosso jogo movimentos produzidos pelo nosso trabalho diário, nos treinos, o que acontecer em campo não será fruto de improvisações pontuais, mesmo que o futebol também seja o momento e a inspiração técnica de um ou outro jogador.
- O fascínio do futebol reside também na sua imprevisibilidade, num gesto técnico inesperado, por exemplo... Um golo de Maradona ou de Messi que não entram em nenhum guião. Haverá espaço para o improviso na sua equipa?
- Haverá sempre espaço para a criatividade. Mas é preciso ordem, organização, eficaz ocupação dos espaços e noção dos princípios de jogo. As minhas equipas gostam de ter a bola mas também sabem fazer rápidas transições. Fundamentalmente, defendo uma boa ocupação de todo o campo. A partir daí, são importantes as acções de apoio, de cobertura... Um jogador não deve correr mais do que o necessário e, sobretudo, deve correr bem. Deve dar sentido aos aspectos físico, técnico e táctico. E só com solidez defensiva podemos dar sentido ao nosso jogo atacante.
-Para finalizar, uma pequena provocação: aposta na vitória de Portugal no Campeonato da Europa que vai iniciar?
- Um Espanha-Portugal na final será fantástico. Portugal tem jogadores de elevado nível, falta saber como funcionará depois em bloco, como conjunto. A selecção de Espanha tem uma linha de criação e de ataque fantásticas. Com Iniesta, Cesc, Silva, Villa e Torres... Essa é a nossa fortaleza. Se conseguirmos, em termos defensivos, um forte bloco, acredito que podemos surpreender. Acredito em Sérgio Ramos para organizar lá atrás.. Penso que o ponto forte de Portugal é também a sua zona de criação e, nesse aspecto, os dois conjuntos estão bem servidos e podem surpreender no Campeonato da Europa.
— Com muita ilusão e com muita paixão também. Eu, e o meu corpo técnico, temos a intenção de rentabilizar e profissionalizar ao máximo toda a estrutura do futebol e essa é também a intenção e objectivo do presidente Vieira e de Rui Costa. Só assim conseguiremos, todos juntos, devolver ao Benfica os títulos. Tenho a certeza de que vamos fazer coisas muito interessantes no clube e no futebol português.
- Sentia já o apelo do trabalho diário de um clube. Ou, como dizemos em Portugal, tinha já saudades da adrenalina do futebol a sério? Passaram-se seis meses desde a sua saída, julgo que dolorosa, do Valência...
- Sim, faltava-me um desafio assim. A verdade é que vivi com muita intensidade cinco anos como treinador. Sempre com novos desafios, objectivos cada vez mais ambiciosos... Agora, neste período de ausência, descansei o suficiente, recompilei ideias suficientes sobre o meu trabalho, vi muito futebol no estádio e na televisão e estudei muito. Estou com ânimo renovado para recomeçar.
- Sente-se melhor treinador depois da experiência que viveu no Valência?
- O desafio do Valência foi extremamente duro. Não só pela exigência, que é comum a qualquer clube grande, mas pela sua envolvência, com tudo o que rodeava e envolve o clube. Nesse particular, as coisas foram muitos difíceis. Mas, agora que posso fazer o balanço dessa experiência, não tenho dúvidas de que consegui superar as dificuldades. Foram dois anos em que o modelo de jogo, os jogadores e alguns aspectos dos jogos estiveram em permanente análise. Por todos. Dirigentes, adeptos e jornalistas. Também por isso, senti necessidade de rodear-me dos melhores profissionais e orgulho-me da equipa a que dei rosto.
Objectivos à altura da história do clube
- O desafio de treinar o Benfica e de tentar reconduzir o clube aos títulos é o mais importante da sua ainda curta carreira?
- É mais um passo, muito importante e aliciante. Como foi treinar o Getafe pela primeira vez na sua história na I Divisão ou, mais tarde, ter assumido o Valência. Gosto de projectos de grande responsabilidade. No Getafe, o objectivo era a manutenção e tentar criar uma estrutura sólida que permitisse, como se verificou, o crescimento do clube, revelando novos talentos e sempre que possível com um futebol atractivo para a afición.
- Seguiu-se o regresso a Mestalla...
- A passagem para o Valência, um clube onde tinha passado como jogador, é um salto de qualidade que exige outra forma de estar com o balneário, na relação com jogadores internacionais, jogadores de elite. São desafios diferentes. No Benfica será algo parecido. É um dos grandes clubes europeus, um nome conhecido e respeitado em todo o Mundo que conta sempre com jogadores de elite. Neste caso, há que definir objectivos desportivos à altura da história do clube.
- A história do Benfica escreve-se com vitórias e título nacionais e europeus, o que não tem acontecido nos últimos anos. Está consciente de que é preciso ganhar? É isso que os adeptos lhe vão exigir...
- Todos queremos ganhar e não há quem o deseje mais do que eu. Mas devemos ser coerentes e cumprir a nossa tarefa com prudência. O presidente e Rui Costa têm ideias muito claras sobre o que é preciso fazer para recolocar o Benfica no topo. Vamos ser ambiciosos, disso podem os adeptos ter a certeza, mas temos também de ser coerentes. E, para sermos coerentes, não podemos dizer que vamos recuperar já os 20 pontos de diferença para o FC Porto. Temos de dizer que a nossa intenção é apostar já para tentar alcançar os melhores resultados possíveis, reconhecendo que vamos partir em desvantagem em relação aos nossos rivais.
ACERTAR AO MÁXIMO NAS CONTRATAÇÕES
- Como pensa inverter esse quadro?
- Temos de trabalhar muito, acertar ao máximo na contratação de novos jogadores, procurar rentabilizar o plantel e, com paciência, pouco a pouco, cumprir etapas.
- Coerência, paciência e ambição, aspectos que tem focado como essenciais sempre que analisa este novo quadro profissional em que está apostado, são compatíveis no futebol?
- São compatíveis quando o processo é bem conduzido. O que é incompatível é falar sobre isso se não houver trabalho. Quando se trabalha, a equipa está mais apta e mais próxima de subir posições. Não conheço nenhum alpinista que inicie uma escalada pelo cume. Todos começam por baixo. Por isso, devemos ser prudentes.
- Mas, insisto, os adeptos querem títulos. Tem isso bem presente, calculo?
- Há consciência de que é necessário iniciar um trabalho de base. Isso é o fundamental para o Benfica, nesta fase. Se não pensarmos assim, será mais um retrocesso. Em todo o lado, os clubes passam por ciclos de menor projecção nacional e internacional, ciclos mais ou menos decadentes. Há que estancar esse ciclo. Não se pode baixar mais e há que criar condições para voltarmos ao topo. Este ano, vamos tentar, com todas as forças, chegar lá acima, ao mais alto possível. O adepto vai poder apreciar uma equipa que vive exclusivamente para o clube e para a sua profissão. Só assim vamos atingir o êxito, embora consciente de que a fronteira entre o êxito e o fracasso pode ser um ligeiro desequilíbrio, uma escorregadela na altura de rematar à baliza, como aconteceu com John Terry na final da Champions.
- Conseguiu já interiorizar a dimensão e a importância do Benfica em Portugal?
-O Benfica é muito grande. Todo o Mundo do futebol sabe que foi o clube de Eusébio, que conquistou duas Taças dos Campeões Europeus. Tem uma história riquíssima e mais de seis milhões de adeptos só em Portugal, sem esquecer a força junto dos emigrantes. Mas o que me preocupa é a actual realidade do Benfica. A afición está algo decepcionada e precisa, muito rapidamente, de ser estimulada e animada. Como? Terá de ser a equipa a estimular os adeptos, com bom futebol e vitórias, para que o estádio esteja sempre cheio. Esse é o meu compromisso. Uma equipa competitiva, que lute pela vitória em todos os jogos e em todos os estádios, que orgulhe o clube.
ACORDO MUITO FÁCIL COM RUI COSTA
- Foram complexas as negociações com o Benfica? O que atrasou o acordo: questões financeiras ou uma clara definição do projecto?
- Foi tudo muito simples. Para mim, a questão financeira nunca foi um problema. O fundamental são os projectos, os objectivos, uma clara definição daquilo de que o clube precisa e do que nós podemos oferecer. São as questões desportivas que me movem. Entusiasma-me o trabalho de campo, os treinos, ajudar a melhorar as capacidades e qualidades dos jogadores, recuperar terreno para os adversários. Sou um treinador do relvado e gosto desse meu trabalho.
- Acredita que pode conseguir, numa época, atingir todos esses objectivos e devolver o Benfica aos títulos?
- A única coisa que posso prometer é uma equipa competitiva. Em campo, os jogadores vão saber o que devem fazer, individual e colectivamente. Os adeptos podem esperar uma equipa bem armada, compacta e competitiva. Para isso, temos de ter muita atenção à qualidade dos jogadores a contratar. E há que melhorar os que já fazem parte do plantel. Temos, todos juntos, de acertar no perfil dos jogadores que podem proporcionar à equipa esse salto qualitativo.
– Essa é também a tarefa e o principal desafio de Rui Costa, que abraça uma nova responsabilidade. Falaram sobre isso?
- Estou em total sintonia com Rui Costa, um jovem director desportivo que tem todas as condições para ser mais do que um símbolo do Benfica. Foi, sem dúvida, um dos melhores jogadores portugueses dos últimos 20 anos e tem uma coisa muito importante, que faz as pessoas grandes: é muito humilde. No campo, foi sublime, muito inteligente, e pode continuar a ser o mesmo nestas novas tarefas.
- O que mais o seduziu em Rui Costa?
- Muito inteligente, um profundo conhecimento de todos os aspectos do futebol moderno, muita experiência em grandes clubes e em Itália, está disponível para o diálogo, para a colaboração e para trabalhar em equipa. E isso é fundamental.
nÃO HÁ NOMES DE JOGADORES NO PAPEL
- Que dados já reuniu sobre o plantel? Há qualidade no Benfica?
- Conversei muito com Rui Costa, transmitiu-se a sua opinião, sempre muito profissional, agora falei com Camacho e tive oportunidade de ver cinco jogos. Todas as opiniões são positivas. Na próxima conversa, em Lisboa, com Rui Costa e o presidente, penso que posso transmitir ideias mais concretas sobre o que penso que seja o melhor para o clube. Agora, quando uma equipa fica a tantos pontos do FC Porto, naturalmente que há aspectos a melhorar. Mas, pelo que vi, há também jogadores que podem dar mais e que vão dar mais. Sobretudo os mais jovens e esse trabalho com os jovens é sempre um estímulo e uma ilusão para um treinador. Mas, para que o grupo seja forte e tenha corpo, será necessário incorporar alguns jogadores.
- É isso que os adeptos querem saber. Quais os jogadores que o Benfica deve contratar? Os nomes de Albelda, Carlos Martins, Yebda ou Caneira, por exemplo, estão nos seus planos?
- Não tenho o nome de nenhum jogador no papel. Nas conversas com Rui Costa não falámos sobre nenhum jogador em concreto. Primeiro, tenho que detectar os problemas, procurar as soluções e só a partir daí posso dar um nome a essas soluções. Aliás, para cada posição em que seja necessária uma solução, vou apresentar quatro ou cinco nomes e será sempre o clube a decidir, de acordo com as suas possibilidades económicas. A minha missão é dar nomes para solucionar o problema.
4x4x2 com máxima participação atacante
- E, pelo que já conhece do actual plantel, que modelo de jogo pode privilegiar? O 4x4x2 que utilizava no Getafe e também no Valência ou o 4x2x3x1 que também impôs na equipa che?
- Gosto desse sistema. Normalmente, não existe o sistema do treinador e o sistema do plantel. Há o treinador e o seu grupo que, em conjunto, analisam o que é melhor para a equipa. Mas sou defensor do 4x4x2, com dois jogadores bem definidos nos corredores e uma participação máxima de ataque, com dois avançados, com características de jogo diferentes e que possam complementar-se. Mas o jogo de ataque deve contar com a incorporação dos laterais, com equilíbrios... O que posso garantir é que os adeptos vão reconhecer no nosso jogo movimentos produzidos pelo nosso trabalho diário, nos treinos, o que acontecer em campo não será fruto de improvisações pontuais, mesmo que o futebol também seja o momento e a inspiração técnica de um ou outro jogador.
- O fascínio do futebol reside também na sua imprevisibilidade, num gesto técnico inesperado, por exemplo... Um golo de Maradona ou de Messi que não entram em nenhum guião. Haverá espaço para o improviso na sua equipa?
- Haverá sempre espaço para a criatividade. Mas é preciso ordem, organização, eficaz ocupação dos espaços e noção dos princípios de jogo. As minhas equipas gostam de ter a bola mas também sabem fazer rápidas transições. Fundamentalmente, defendo uma boa ocupação de todo o campo. A partir daí, são importantes as acções de apoio, de cobertura... Um jogador não deve correr mais do que o necessário e, sobretudo, deve correr bem. Deve dar sentido aos aspectos físico, técnico e táctico. E só com solidez defensiva podemos dar sentido ao nosso jogo atacante.
-Para finalizar, uma pequena provocação: aposta na vitória de Portugal no Campeonato da Europa que vai iniciar?
- Um Espanha-Portugal na final será fantástico. Portugal tem jogadores de elevado nível, falta saber como funcionará depois em bloco, como conjunto. A selecção de Espanha tem uma linha de criação e de ataque fantásticas. Com Iniesta, Cesc, Silva, Villa e Torres... Essa é a nossa fortaleza. Se conseguirmos, em termos defensivos, um forte bloco, acredito que podemos surpreender. Acredito em Sérgio Ramos para organizar lá atrás.. Penso que o ponto forte de Portugal é também a sua zona de criação e, nesse aspecto, os dois conjuntos estão bem servidos e podem surpreender no Campeonato da Europa.
Etiquetas: treinador
posted by J G at 11:32 da manhã
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terça-feira, 27 de maio de 2008
Diamantino Confirmado
Segundo A Bola:
Confirmado o regresso de Diamantino Miranda à Luz. Rui Águas, director técnico do Benfica, já informou o presidente do Olhanense, Isidoro Sousa, de que o ex-capitão encarnado (na década de 80) vai integrar a equipa técnica liderada pelo espanhol Quique Flores.
O contrato de Diamantino, a assinar nas próximas horas, será válido por duas temporadas. Com esta aquisição, oportunamente anunciada pelo nosso jornal, os responsáveis encarnados visam uma injecção de mística e, paralelamente, auxiliar Quique Flores a aprofundar os seus conhecimentos sobre a realidade do Benfica e do futebol português.
Diamantino Miranda é visto como um técnico jovem, ambicioso e adepto da disciplina. Face às boas relações entre Benfica e Olhanense, ficou acordado que, como forma de compensação, os encarnados cederão jogadores, a título de empréstimo, ao emblema algarvio. Na época passada rodaram em Olhão dois jovens dos quadros do Benfica: o guarda-redes brasileiro Walter Moraes e o lateral-direito Pedro Correia.
Além de Diamantino Miranda, a equipa técnica do Benfica contará, em 2008/09, com outro adjunto português – Fernando Chalana, neste caso uma permanência: orientou as águias desde Março, após a demissão de José Antonio Camacho.
Também o nome de Carlos Mozer, actualmente sem clube, após ter abandonado o Inter de Luanda, chegou a ser equacionado para as mesmas funções, mas o facto de Quique Flores trazer o seu adjunto de confiança, Fran Escribá, limitou este cenário: a equipa técnica seria demasiado extensa.
Confirmado o regresso de Diamantino Miranda à Luz. Rui Águas, director técnico do Benfica, já informou o presidente do Olhanense, Isidoro Sousa, de que o ex-capitão encarnado (na década de 80) vai integrar a equipa técnica liderada pelo espanhol Quique Flores.
O contrato de Diamantino, a assinar nas próximas horas, será válido por duas temporadas. Com esta aquisição, oportunamente anunciada pelo nosso jornal, os responsáveis encarnados visam uma injecção de mística e, paralelamente, auxiliar Quique Flores a aprofundar os seus conhecimentos sobre a realidade do Benfica e do futebol português.
Diamantino Miranda é visto como um técnico jovem, ambicioso e adepto da disciplina. Face às boas relações entre Benfica e Olhanense, ficou acordado que, como forma de compensação, os encarnados cederão jogadores, a título de empréstimo, ao emblema algarvio. Na época passada rodaram em Olhão dois jovens dos quadros do Benfica: o guarda-redes brasileiro Walter Moraes e o lateral-direito Pedro Correia.
Além de Diamantino Miranda, a equipa técnica do Benfica contará, em 2008/09, com outro adjunto português – Fernando Chalana, neste caso uma permanência: orientou as águias desde Março, após a demissão de José Antonio Camacho.
Também o nome de Carlos Mozer, actualmente sem clube, após ter abandonado o Inter de Luanda, chegou a ser equacionado para as mesmas funções, mas o facto de Quique Flores trazer o seu adjunto de confiança, Fran Escribá, limitou este cenário: a equipa técnica seria demasiado extensa.
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posted by J G at 12:09 da tarde
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sábado, 24 de maio de 2008
Quique Flores é Nosso Novo Treinador: Primeiras Palavras

«Vamos ser exigentes, para defender os pergaminhos de uma equipa histórica. A partir daí vamos estar conscientes, queremos cumprir objectivos importantes, como já conseguiu o Benfica. Vamos ter ambição e a paciência necessárias para conseguirmos o máximo.»
«Ter uma equipa competitiva e dar forma desportiva a essa equipa dentro de campo são motivos mais que suficientes para assinar pelo Benfica.»
«Aos adeptos, prometo trabalho, não quero fazer promessas, por as palavras não são suficientes, temos de ter êxito. Temos de ser muito ambiciosos, mas também coerentes. Isso é muito importante.»
Boa sorte, Quique. Bom trabalho.
Etiquetas: treinador
posted by J G at 2:20 da tarde
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